A vermelha está na manchete da seção Informática da Folha Online de hoje:
China anuncia sanções a Google e Baidu por permitir acesso a pornografia
da Folha Online
A China deu início a um programa que inclui sanções contra grandes sites e empresas de internet, como Google e Baidu, sob a acusação de ferirem a moral ao disseminarem conteúdos “pornográficos” e “vulgares”. O governo afirma que essas páginas serão “punidas severamente”, mas não deu detalhes sobre as penas ou o tempo de duração da campanha.
A branca está em uma notícia da mesma seção do mesmo jornal na edição de ontem:
“Google católico” bloqueia conteúdo impróprio
da Folha Online
Em geral, os resultados de buscas que aparecem no Google são uma mostra do que o internauta está, de fato, procurando, quando digita palavras ou expressões no site. Entretanto, um site chamado CatholicGoogle quer “limpar” essas buscas, dando destaque a resultados que estejam de acordo com os preceitos religiosos.
Entendo que seja muito difícil negar que as tentativas de controle sobre os conteúdos online estejam em franco andamento. A passos largos eu diria. Os estados nacionais nunca entenderam exatamente que o território online é livre. Tanto para o bem como para o mal. A China, por enquanto é quem teve o melhor desempenho no quesito restrição. Continua em andamento o projeto daquele país no sentido de criar uma internet própria, descolada do universo .com do resto do mundo. A Índia, um dos países que tem grandes avanços em inclusão digital faz benchmarking observando as práticas chinesas.
Os observadores desses movimentos no entanto estão se esquecendo de outras iniciativas. As seitas religiosas também tentam entender como funciona a internet e começam a avançar para garantir o seu “quinhão”. No Brasil, já houve criação de redes sociais fechadas de determinadas corretnes religiosas e, pela notícia da folha, vemos uma tentativa de criação de um motor de busca exclusivamente voltado para os católicos.
O perigo é real. Algo precisa ser feito. E rápido. Ou veremos a internet se tornar um campo dividido em locais fechados, sem conexões e links. Verdadeiras fronteiras, muros e muralhas estão sendo contruídos em detrimento a troca de conhecimento livre.
Escrito por Robson Leandro em 5/1/2009 | Colabore!