Campus Party 2009 - o começo 

No próximo dia 26 começam as inscrições para o Campus Party Brasil 2009 que será realizado entre 19 e 25 de janeiro. Um dia nates porém, no Centro CUltural de São Paulo, a organização do evento promoverá uma entrevista coletiva para o mercado publicitário e para a imprensa dando mais detalhes sobre o evento. O blog oficial já divulgou os preços e, principalmente uma promoção para quem foi campuseiro no ano passado. Para mais informações acesse o blog oficial da Campus Party 2009.  

Escrito por Robson Leandro em 22/9/2008 | Colabore!

Um evento analógico 

Terminou ontem na FFLCH, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, a XIX ANPUH que o encontro da Associação Nacional dos Professores Universitários de HIstória. Durante 5 dias foram apresentados centenas de trabalhos e pesquisas acadêmicas, além de mini cursos em diversas áreas do estudo de História. No entanto, em nenhum dos diversos debates, mesas redondas e simpósios foi discutido o papel que a novas tecnologias podem representar tanto no ensino da disciplina no ensino fundamental ou médio e até na graduação.

 Para mim ficou um sinal da resistência que ainda é grande que os docentes em geral tem em relação aos avançaos no acesso ao conhecimento que, particularmente, a internet possibilita.  A própria do estrutura do evento foi analógica. A inscrição foi feita em um pedaço de papel, que era entregue a uma pessoa em uma mesinha que fazia a entrega dos certificados e da pasta contendo o material de apoio.

Não havia blogueiros nas salas para transmitir o que estava acontecendo nas mesas redondas (live bloggin´). Não vi ninguém produzindo vídeos e fazendo uploads e sites como Youtube ou Daily Motion de algumas palestras que considero importantes. Ou mesmo transmitindo ao vivo via Ustream. E podcasts sendo produzidos com entrevistas de pesquisadores renomados que estavam ali? Também não vi. Vieram pessoas de várias partes do Brasil, mas obviamente a maioria não pode se deslocar até São Paulo para participar do evento. Poderiam ter participado à distância.

 A XIX ANPUH perdeu uma grande oportunidade de ativar uma rede de professores, pesquisadores e alunos caminhando para um integração e trocas de conhecimento jamais vistas em qualquer tipo de graduação. Porém as trocas aconteceram em papéizinhos com números de telefone anotados.

Insisto: no dia em que as tecnologias de informação e comunicação forem integradas efetivamente aos cursos de graduação no Brasil, veremos um grande avanço no que tange a troca de conhecimento, produação colaborativa e formação de redes entre graduandos, graduados e pesquisadores.   

 

Escrito por Robson Leandro em 13/9/2008 | Colabore!

Andragogia e educação corporativa 

São vários os “fornecedores de soluções de treinamento” que vendem suas “soluções” fazendo uso aleatório do conceito andragogia.

Alguns até empregam certo. Mas a maioria não faz nada com isso e continua produzindo materiais bastante suspeitos. Claro, algumas vezes por serem obrigados ao insucesso pelas exigências de alguns clientes. Fazer o quê?

Bom, bem sinteticamente, pode-se dizer que promover a educação para adultos é fornecer ensino aplicado à prática imediata do conhecimento adquirido.

Se assim considerarmos, no e-learning é preciso uma reinvenção urgente nos projetos instrucionais, hoje, lineares e muito focados no delivery de informações. Estou cansada de me ver em projetos em que batalho, batalho e no final acabo produzindo uma apostila em flash com pura informação e zero educação.

Mas há alguns projetos nos quais, felizmente,  conseguimos experimentar e implementar idéias bacanas.

Não linearidade - abaixo o botão “avançar”;

Não informação e MAIS situação - comecemos pelo caso que o aluno deve resolver e apresentemos a “informação correta” na resposta à escolha que ele fez;

Metáfora - sim! Dá pra usar este recurso sem comprometer a reutilização dos objetos de aprendizagem (quer saber como? me pergunte!);

Vamos usar os personagens na terceira pessoa - desculpem-me, mas dialógico tem limite e ter personagem me chamando de você é muito infantil. Vale a pena usar personagens sim, mas vamos falar sobre eles na terceira pessoa? Eu prefiro.

Escrito por Carolina Paz em 7/9/2008 | 2 Colaboradores

A Vision Of Students Today 

Procuro sempre dedicar  minhas postagens aqui às inovações que podem ser aplicadas à educação. E quando falo educação, quero dizer de modo geral. E aí incluo escolas, empresas que tem seus departamentos de treinamento, educação não formal, etc.Ao invés de falar no tema novamente, gostaria de convidá-lo (a) pra ver o vídeo “A Vision of Students Today”.Para mim ele resume tudo aqueilo que se discute ao falarmos de novas TICs aplicadas a educação. Traz dados que não são novidades, mas que da forma como estão colocados no vídeo nos fazem pensar. Aliás, é isso o que mais as pessoas que estão envolvidas nessa área do conhecimento fazem ao terminar de ver o vídeo.Clique aqui, veja você também e tire suas conclusões. E aporveitando o espírito do vídeo, não guarde duas reflexões para você. Crie um blog, faça um comentário lá mesmo na página do vídeo, efim… faça parte, de alguma forma, da mudança de paradigma na educação.P.S.: este vídeo me foi indicado por Hernani Dimantas, um dos pensadores (brasileiros) da internet que me influenciaram.   

Escrito por Robson Leandro em 6/9/2008 | Colabore!

Escolas usam games e blogs para ensinar 

Notícia veiculada na Folha Online - Informática

Comentário:  Devemos respirar aliviado cada vez que vemos iniciativas de uso das Novas TICs sendo usadas nas escolas brasileiras. Fala da elite do ensino (colégio Santo Américo)? Sim. Mas algumas soluções estão ao alcance de todos. Qualquer professor da rede pública pode ter um blog para falar com seus alunos. A maioria das cidades brasilieras conta com telecentros de cesso público ao computador e a internet. Não precisam mais depender de laboratórios de informática nas escolas ou de que seus alunos disponham de banda larga em suas casas.

Acredito que falta capacitação e esclarecimento. Alguns professores ainda temem serem substituídos pela tecnologia, o que a meu ver está muito longe de acontecer. Se os docentes dominarem o seu uso, a internet trabalha a favor deles. Como em qualquer outra área do conhecimento.

Escolas usam games e blogs para ensinar

DANIELA ARRAIS
da Folha de S.Paulo

O método de ensino tradicional, em que o professor explica e o aluno anota, perde espaço diante dos recursos da comunicação digital.

Para conseguirem a atenção das crianças, instituições de ensino se adaptam à realidade do seu público-alvo, acostumado, desde cedo, a ter acesso a ferramentas tecnológicas.

Desde o ano passado, alunos do sexto ao nono ano do Colégio Santa Maria, em SP, têm a opção de participar da oficina de criação de games, que é oferecida como atividade extra.

“A gente desenvolve pequenos jogos para computador. A idéia é usar o interesse que o aluno já tem nesse tipo de atividade para desenvolver alguns conceitos importantes no sentido pedagógico”, afirma o professor de informática Muriel Vieira Rubens, 27.

“Os alunos estudam conceitos de física, como velocidade e gravidade, para construir personagens. E, também, têm noções de arte, como sombra e luz, para construir cenários.”

Criador

“Totalmente viciado em games”, como diz, Felipe Coutinho, 12, aluno do sétimo ano do Santa Maria, aproveitou a oficina para aprender a fazer jogos, e não apenas brincar com eles. “Criei um game de hóquei para a Olimpíada. Tive que fazer programações e aprender muito inglês, porque o programa estava nessa língua.”

O garoto tomou gosto pela atividade e já criou vários games de ação e corrida. “Dá para aprender muito, mais do que na sala de aula”, diz.

Estimulada pela professora Veronice Leal, 43, do quinto ano do Colégio Santa Maria, Isabella Perez, 10, resolveu criar um blog “(www.isabellaperez.blogspot.com).]”:http://www.isabellaperez.blogspot.com

“Coloco dicas de passeio, jogos, notícias, coisas que aprendo na escola. Acho legal ter blog porque você posta o que gosta, para todo mundo saber”, diz.

A professora Veronice usa a ferramenta (www.quintoanotarde.blogspot.com) para estimular o debate sobre assuntos tratados em sala de aula. “Os alunos acompanham melhor o que acontece, enviam dicas, exercitam a escrita. E os pais também sabem mais sobre o que os filhos estão aprendendo”, afirma.

Ao vivo

Para atender aos pais que nem sempre podem acompanhar os eventos de que os filhos participam, o Colégio Santo Américo, em SP, faz transmissões pela rede (www.colegiosantoamerico.com.br).

“Com a TV on-line, pais que moram longe ou viajam muito podem acompanhar seus filhos. Na transmissão mais recente, tivemos pais que viram os filhos do México, da Guatemala, do Chile”, diz Rudolf Riederer, 61, gerente de tecnologia da informação do colégio.

Para Lucas Rojo Rodrigues, 15, aluno do Santo Américo, a transmissão é positiva porque divulga um trabalho, antes restrito à sala de aula, para todo o mundo. “Quando você debate e sabe que aquilo está na internet, presta mais atenção”, diz o estudante.

Escrito por Robson Leandro em 30/8/2008 | Colabore!